MPGO E SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE QUALIFICAM PROFISSIONAIS DA REGIONAL NORDESTE, EM FORMOSA, PARA USO DA CARTILHA PARTO SEGURO

O Ministério Público de Goiás (MPGO) promoveu na quinta-feira (21/3), em Formosa, uma qualificação para o uso da Cartilha Parto Seguro, elaborada sob a coordenação da Área de Atuação da Saúde do Centro de Apoio Operacional do MP. O material traz orientações sobre os direitos das mulheres em relação ao seu corpo e ao processo reprodutivo, especialmente no que diz respeito ao parto seguro e ao combate à violência obstétrica (acesse aqui).

O evento, realizado no auditório da Universidade Estadual de Goiás (UEG), reuniu gestores e profissionais da área da saúde da Regional Nordeste, especialmente da Atenção Básica e da Atenção Obstétrica. Na abertura do encontro, a coordenadora da Área de Saúde do MPGO, Marlene Nunes Freitas Bueno, destacou que “grandes avanços na área da saúde pública nacional foram alcançados graças à disposição e ao engajamento dos profissionais nos processos de mudança”. Neste projeto da cartilha, reforçou a promotora, “esses profissionais darão a valiosa contribuição para o aprimoramento das medidas de respeito e cuidado à gestante”.

Em sua fala, a coordenadora apresentou o conteúdo da cartilha citando, por exemplo, um modelo de plano de parto contido na publicação, para ser utilizado pela gestante atendida no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos objetivos do projeto é que a mulher elabore seu plano de parto com assistência dos profissionais da rede básica que fazem seu acompanhamento pré-natal, para apresentá-lo na unidade de referência que fará o parto. Ela também abordou aspectos da Lei Estadual contra a Violência Obstétrica (Lei Estadual nº 19.790/2017).

Em seguida, a analista em medicina da Coordenadoria de Apoio Técnico-Pericial do MPGO Jaqueline Luvisotto Marinho falou aos participantes sobre a importância de as equipes de saúde reconhecerem e garantirem a dignidade e direitos da gestante/parturiente e do recém-nascido, sem tratamento humilhante, com a promoção do direito como pessoa. De acordo com a médica, no plano de parto, a mulher deve receber explicações de modo adequado sobre os procedimentos, os riscos, benefícios e alternativas à sua disposição, para que ela assuma o protagonismo que é dela.

Já a enfermeira obstetra da Secretaria Estadual de Saúde, Maíra Wolney, falou sobre parto humanizado e o protagonismo da mulher. A programação do encontro em Formosa incluiu ainda discussão sobre os Impactos Psicossociais da Violência Obstétrica, conduzida pela psicóloga da Secretaria Estadual de Saúde Lígia Bernardes. Ao finalizar a programação, no período vespertino, a enfermeira Maíra Wolney coordenou uma oficina sobre Plano de Parto e Vinculação à Maternidade.

Fonte: MPGO 

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