CURIOSIDADE! Não julgue um ser pela aparência

Saliva de carrapato será usada para combater câncer de pele,
rins e pâncreas

O Brasil está mais perto de desenvolver sua própria terapia contra o câncer.

Uma pesquisa realizada, integralmente em solo brasileiro, pelo Instituto Butantan, de São
Paulo, já está em sua última fase e gera grande expectativa entre cientistas.                                                       Inclusive porque a arma de combate ao câncer é um tanto inusitada e foi descoberta por acaso:
uma molécula extraída da saliva do carrapato-estrela com ação contra tumores do tipo
melanoma (pele), pâncreas e renais. “O tratamento matará as células doentes sem
oferecer perigo para as células saudáveis.”

O diferencial desta abordagem é que se consegue matar as células tumorais, sem oferecer perigo para as células saudáveis. A pesquisa, que vem sendo realizada há mais de uma década e está agora aguardando
autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para experimentar
a molécula em humanos, na fase chamada teste clínico. Isso significa que ela foi
reconhecidamente bem-sucedida em todas as outras etapas, quer dizer, em testes in
vitro, em laboratório, em animais e em células humanas.

Os resultados obtidos em dez anos de pesquisa indicam que há regressão significativa e até mesmo a cura de tumores no pâncreas, no rim e na pele. Os estudos mostraram que, em animais saudáveis, a molécula foi rapidamente eliminada pelo organismo. No entanto, quando injetada em animais com
câncer, se ligou diretamente ao tumor e demorou a ser excretada.

Ao analisar as proteínas que induzem à morte desse tumor. “A visão que apresenta é que as células foram acionadas pela molécula” declarou Ana Marisa Chudzinski-Tavassi – Coordenadora do projeto e
Pesquisadora no Instituto Butantã – SP. Ela explicou que é preciso investigar se haverá
necessidade de combinar o medicamento com outros tipos de tratamentos já estabelecidos,
como a quimioterapia. “Ainda não é possível dizer se vamos conseguir ter um resultado melhor
em humanos somente com a molécula” comentou Chudzinski-Tavassi.

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