Som alto em carros nas ruas de Formosa incomoda moradores e quem participa de Missas e Cultos Religiosos.

A utilização de som automotivo em volumes elevados nas vias e praças de Formosa tem gerado frequentes reclamações da população. O problema costuma se intensificar nos finais de semana, principalmente em áreas residenciais, postos de combustíveis e estabelecimentos comerciais e agora o desrespeito está passando dos limites, não estão respeitando nem as igrejas e templos religiosos.

O Que Diz a Legislação em Formosa

Em Formosa, a regulamentação sobre poluição sonora e perturbação da tranquilidade conta com amparo municipal e estadual.

A legislação de Formosa estabelece que a emissão de ruídos acima de 65 decibéis no ambiente externo é considerada prejudicial ao sossego público.

O uso de som potente a menos de 100 metros de hospitais, igrejas, escolas, hotéis e repartições públicas é proibido e isso não estão respeitando.

Os proprietários de estabelecimentos e motoristas que descumprirem as regras estão sujeitos a multas e à apreensão dos equipamentos de som e dos veículos.

  1. Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Art. 228):

Usar equipamento de som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo Contran é infração grave.

Penalidades incluem multa, 5 pontos na CNH e retenção do veículo para regularização.

  1. Lei de Contravenções Penais (Art. 42):

Perturbar o trabalho ou o sossego alheio com ruído excessivo ou instrumentos sonoros pode resultar em prisão simples de 15 dias a 3 meses ou multa.

Principais Pontos de Conflito na Cidade

Postos de Conveniência e Praças: Locais onde costumam ocorrer aglomerações e ligação de som em caixas de grave instaladas em caçambas e porta-malas de veículos.

Bairros Residenciais: Para nossa redação, moradores relataram dificuldade para dormir e desconforto provocado pela vibração dos graves e pela poluição sonora constante até altas horas da noite. O que aumenta a revolta da população é que a lei municipal que prevê multa para a perturbação de sossego foi sancionada, mas não ocorre a fiscalização nas ruas. A determinação impõe também que a vistoria nas vias deve ser feita pela prefeitura, mas não é o que acontece.

Para o senhor Sebastião Carvalho Santiago, que esteve em nossa redação,   “Eu não considero aquilo um carro de som, e, sim, um trio elétrico. Se fossem músicas que a gente pudesse ouvir e sentir bem, ok. Porém eu não entendo aquilo. Essa lei tinha que ser fiscalizada para trazer tranquilidade à população, porque não tem controle”, diz. Músicas que a gente pudesse ouvir e sentir bem, ok. Porém eu não entendo aquilo. Essa lei tinha que ser fiscalizada para trazer tranquilidade à população, porque não tem controle”, diz.

Pedimos providências por parte das autoridades responsáveis.

Por Waldemar Maciel

Jornalista

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