“Antes de levar oferenda ao altar, reconcilia consigo mesmo”

Parece que os dias estão se encolhendo, as semanas se encurtando, os meses passando  mais rápido. Embora cientificamente não exista nenhuma referência sobre o tema, é muito comum ouvir comentários desta natureza com frequência.

Práticas e teorias a parte, o fato é que estamos esquecendo de viver. Mas! Não vamos nos referir a coisas ruins, pois estas já estão muito evidenciadas por este e outros meios de comunicação.

Queremos usar este espaço para relembrar coisas boas, convidar os leitores a se voltarem para as boas lembranças de fatos particulares vividos nestes dias que se passaram, ações que tenham praticado em favor do próximo ou atitudes de mudanças da própria vida. Afinal, praticar ações em prol de nós mesmos é uma forma de autocaridade, algo que muitas pessoas se esquecem de praticar, pautando sua vida, seu olhar para o externo se esquecendo que o maior bem que temos é a nossa vida, afinal para praticar qualquer ação em favor de alguém, temos que estar bem com nosso eu interior, estar saudável interior e exteriormente.

Existe um ensinamento oriental que muito bem descreve esta necessidade: “Antes de levar oferenda ao altar, reconcilia consigo mesmo, entre em harmonia interior, somente assim sua oferenda terá o valor esperado”. É comum que muitas pessoas ao se depararem com término de mais um ano, comece a fazer planos, traçar metas para o próximo ano. Algumas pessoas chegam a se constranger ao concluir o ano e perceber que tem o mesmo pensamento dos anos anteriores, vendo que nada foi colocado em prática, tudo foi mantido apenas no campo do querer, mais uma vez, situações externas impediram a concretização dos objetivos.

Mas quem sabe o que faltou mesmo foi dar um passo à frente, ousar um pouco mais, ter coragem de desafiar, se despir de velhos conceitos, retirar os escudos desnecessários, arrancar as algemas, dar a cara a tapas, ser capaz de segurar com pulso forte as mãos que se armarem em sua direção.

Saber escolher entre o que proporciona alegria, satisfação realização pessoal, ainda que não seja agradável a todos, lembrando sempre da frase que diz: ”Nem mesmo Cristo agradou a todo o mundo.”Se os tempos passam correndo, não devemos deixar o agir ser dominado pelo pensar, pelo querer e apenas delirar em sonhos.

Por Waldemar Maciel

Jornalista

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